• Paulo Sérgio Rosseto

trem das almas

Assisti da janela tantas almas

Desde a tenra juventude até poucos dias

Seguirem calcadas nos mesmos dormentes

Longitudinais estendidos mundo afora


Cada parada e partida ao longo das estações

Transpunham os embates das aragens

E tornavam-se inesperados passageiros

Repletos de encantadas aventuras


As torrentes de soslaios, no entanto

Descolaram as madeiras desses solos

Desunindo no entrelaço o aço dos trilhos


Desde esse dia todo amor desavisado

Que assusta, desviaja e nem desafia

Fechando as paralelas, descarrila

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