• Paulo Sérgio Rosseto

TRANSFIGURAR-SE

Atualizado: Jan 15

Jamais te acostumes à eternidade

Ande tão disforme que precises A sensação do apodrecer Do definhar Do inexistir Do empobrecer a própria pele

Não finjas que a beleza está Somente onde há luz iluminando-a Nem mais sábio e leve sejas Ao tentar omitir e ocultar de ti Os sentidos dos teus próprios males

Apiede silenciosamente às tuas entranhas As tuas dores Para que vejas em outros olhos Quando prazerosamente sorrirem fitando-te

Ainda que destemperados Da vida todos os sabores

Santifique teu presente Fartando-te das tuas verdades


0 visualização

Posts recentes

Ver tudo

a irmã gêmea de minha imagem

A irmã gêmea de minha imagem Caminha em forma de sombra em mim grudada E a cada gesto meu transfigura-se tão rara Que ninguém percebe de tão comum E se apercebe nem repara Por vezes retém dedos e traç

o que defendo porque creio

Convença-me com qualquer palavra Peça com veemência A ti disporei todos os sentidos Ouvidos Para que inteire da tua sentença Somente não exija que compadeça Não há complacência quando se força A teimo

eu tanto disse te amo

Eu tanto disse te amo porem a tão poucas que a minha boca passou a omitir a pronúncia dessa oração Acostumou-se a ficar calada para não ser repetitiva afinal com qual propósito tanto dizer uma obvia e

© 2020 by ONDAX

  • Facebook PSRosseto
  • Instagram PSRosseto