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  • Paulo Sérgio Rosseto

TRANSFIGURAR-SE

Atualizado: Jan 15

Jamais te acostumes à eternidade

Ande tão disforme que precises A sensação do apodrecer Do definhar Do inexistir Do empobrecer a própria pele

Não finjas que a beleza está Somente onde há luz iluminando-a Nem mais sábio e leve sejas Ao tentar omitir e ocultar de ti Os sentidos dos teus próprios males

Apiede silenciosamente às tuas entranhas As tuas dores Para que vejas em outros olhos Quando prazerosamente sorrirem fitando-te

Ainda que destemperados Da vida todos os sabores

Santifique teu presente Fartando-te das tuas verdades


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