• Paulo Sérgio Rosseto

TEIMOSAS

Ensinei minhas mãos teimosas a pouco se verem Às vezes encontram-se, revezam

Condecoram, aplaudem, e retomam seus lados

As minhas mãos pouco sabem uma da outra Ainda mais quando advertem, apontam, condenam Cumprimentam, auxiliam ou dão adeus – Aprenderam a gesticular sozinhas

Porem mantem uma incrédula cumplicidade de energia Ajudam-se obvia e espontaneamente para segurar uma barra Desatar algum nó, pontilhar a viola, carregar emoções Destravar as janelas, encontrar os rumos

Estão é verdade repletas de solidariedade E assim convivem debulhando situações interceptadas Pois até quando minha mente se põe em oração Unem-se e necessitam dessa união Mas não se leem

Independente de onde meus pés andem As minhas mãos precisam ser lidas por minha vida cigana

Enquanto isso folheiam livros e escrevem historias


0 visualização

Posts recentes

Ver tudo

a irmã gêmea de minha imagem

A irmã gêmea de minha imagem Caminha em forma de sombra em mim grudada E a cada gesto meu transfigura-se tão rara Que ninguém percebe de tão comum E se apercebe nem repara Por vezes retém dedos e traç

o que defendo porque creio

Convença-me com qualquer palavra Peça com veemência A ti disporei todos os sentidos Ouvidos Para que inteire da tua sentença Somente não exija que compadeça Não há complacência quando se força A teimo

eu tanto disse te amo

Eu tanto disse te amo porem a tão poucas que a minha boca passou a omitir a pronúncia dessa oração Acostumou-se a ficar calada para não ser repetitiva afinal com qual propósito tanto dizer uma obvia e

© 2020 by ONDAX

  • Facebook PSRosseto
  • Instagram PSRosseto