• Paulo Sérgio Rosseto

SUSTENTAÇÃO

Pelas asas que não tenho, voo e vou

Vou em voo em pleno movimento

Nessa indefinida avenida de vento


Com o dinheiro que não ganho

Não logro, adquiro, almejo ou possuo

Descontinuado do que apago e apego


Dos males que não causo

Descanso a consciência em descaso

Não me culpando por não lhes ser dono


Aos valores que me dizem amar-me

Desarmo e fraciono o querer de pronto

Repartindo a alma por resposta


Entre as dádivas que me cabem

Quito-as à medida que posso

Para que me saiam mais caras


Mas ao tempo que me resta

Que não sei ser longo ou mínimo

Silencia a morte minha orquestra


Que este incondicional amor me siga

Em sua interativa sustentação

Mas não me cegue

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