• Paulo Sérgio Rosseto

SONETO DO AMOR MADURO

Esperamos algumas dobras aprendendo mansidão

Depois, nos mesmos espaços a fio tivemos por lição

As certezas do intrépido desafio em vencermos

A vastidão dos doídos encantos indomados do mundo.


Outro tempo nos fora gasto no cotidiano desbaste

Daquilo que se desvendara com o surgir das verdades

Tão distintas quanto translúcidas com o passar da idade

Tão carismáticas a ponto de tornarem-se cumplicidade.


Fomos assim perseguindo ilusões e vencendo vaidades

Conquistando a amizade, obedecendo raras vontades

Distantes da subserviência, do ócio, das tolas paixões.


Tornamo-nos generosos, íntimos, prósperos e próximos

Tão comuns como apropriados são os doces sentimentos.

Então descobri que a amara desde o primeiro momento.


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