• Paulo Sérgio Rosseto

RESILIÊNCIA

Tanto vaguei pela beira do cais

Que em minha veia corre agua salgada

A carne tornara-se restinga e areia

E os músculos raízes no lodaçal do mangue

O coração petrificara com a mente

Os poros vertem limbo e maresia

E os olhos já nem se importam mais

Se ainda é noite ou outro dia

Da garganta surge o urro das ondas

E a língua lambe as pedras de apoite

Entretanto não me faltam silêncio e ar

Sim, o puro oxigênio que dança minha espuma

Adaptou-me a ser teu rumo e horizonte

O mar por onde teu barco navega e se apruma

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