• Paulo Sérgio Rosseto

OBSCURO

Há no mar um lado profundamente escuro

Porque a luz do sol ao fundo ali congela

Escura também é uma face da lua amarela

Escuro o firmamento

Escuro o ventre onde não lembramos ter estado

Escurecida a noite indecisa de olhos fechados

Imprecisas vão às cegas germinar o sono escorraçadas

No seio das covas preservando o sonho das raízes nas sementes


Iluminamos a banda escura da terra

No fogo das ideias descansamos as lanternas

Incineramos o desejo ardente pelo nascer fugidio da morte

Mas o mundo debela cruel diariamente apesar da fé

O clarear solitário do obscuro lado grotesco da gente

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