• Paulo Sérgio Rosseto

o que defendo porque creio

Convença-me com qualquer palavra

Peça com veemência

A ti disporei todos os sentidos

Ouvidos

Para que inteire da tua sentença


Somente não exija que compadeça

Não há complacência quando se força

A teimosia insensata em acreditar

Consentir

Nem que adiante se arrependa


Hoje talvez conceba certos arroubos

Diferentemente do que outrora entendia

Damo-nos ao direito de repensar

Antever

Essa surtada e disforme dicotomia


Somos todos imperfeição de conceitos

O que defendo porque creio

Não deveria colocar-me acima

Sobreposto

Ao oposto dos teus preceitos


Quando será que dissolveremos

Essa farsa açodada

Sufocante cegueira de cadafalsos

Dissimulados

Que nos põem tão pequenos descalços


Por isso tenho medo de dormir

Em dias semelhantes e tão iguais

Que afugentam nossas historias

Experiências

Ato supremo da razão do existir

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