• Paulo Sérgio Rosseto

meus antigos reis

Meus antigos reis

Não traziam o sangue azul da realeza

Eram sábios como os meus pais

E inocentemente tolos como eu

Que em todos eles piamente acreditava


Os meus heróis de outrora

Traduziam suas mais incríveis ocultas forças

Em ternuras de brinquedo e armadilhas de enganos

Lutavam compulsivos não como imortais

Porem como decentes humanos


Aqueles ídolos da infância

Deram-me as chances de acreditar no próximo

E não única e propriamente neles

Não eram perversos e nem cultuavam

As desigualdades mundanas


Foram meus professores confessores

Flanavam pelo meu imaginário

E deixavam-me ciente de que nem tudo

É singular página ilusória

E nem a realidade eternamente sórdida


Ainda hoje continuo pela mesma estrada

Nessa íntima viagem que me atravessa a vida

E em cada estação ainda os identifico

Povoando meus anos por essa lida

Repleta de castelos escudos feitos e anjos

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