• Paulo Sérgio Rosseto

jamais as ilusões

Se eu pudesse voltava ser explorador

Faria novamente as minhas próprias trilhas

Por entre matas fechadas

Nominando rios dimensionando lagos

Recalculando estradas medindo caminhos

Viajando em sua companhia

E se você não fosse seguiria teimoso sozinho

Por longas viagens invernadas de moço

Em terras distantes e estranhas massas

Como quem aventura e inicia um romance


Mas já não saio daqui da rua e calçadas

E a cada dia vou diminuindo ainda mais

Todos os meus mínimos mesmos espaços

Procuro nos meios-fios os fáceis acessos

Não pulo mais degraus nem saltito tanto

Diminuindo sempre o quanto posso

A distância do entremeio de cada passo

Nem lembro mais certos endereços

E apetece-me permanecer em casa


Não que esteja envelhecendo não é isso

Apenas preservando o coração acomodado

Das emoções de alguns impróprios percalços

Longe dos riscos incertos de efervescentes paixões

O tempo matura a idade e até nos faz perder as forças

Jamais as ilusões por isso nos põem mais sábios

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