• Paulo Sérgio Rosseto

ISOLAMENTO

É outono e o trópico ignóbil

Vira-se fútil e sem tempo

Reprimido em quarentena

Os dilemas da ultima estação


Talvez nem haja primavera

Caso o inverno venha perverso

E acirre o espirro do medo

Intensifique a eloquência da tosse

E em brasa a febre da sorte

Encerre o brilho dos olhos


Somente o amor perambulará pelas ruas

Em vigília aos pasmos amantes

Dentro de casa

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