• Paulo Sérgio Rosseto

generosidade

Se o cotidiano causa-te melancolia

Repense tua trajetória

O que fazes dia a dia

Depois reverte as máximas

Dos gestos que pedem sem que apregoe

Para tudo o que aprece e agracia


Estende as mãos à frente do teu corpo

No maior possível esticar dos braços

Para que nem saibas ou veja

Une os dedos nas palmas em conchas

E deixa que de bênçãos se encham

Depois emborque-as e abençoe

E com os olhos ternos agradece


Não guardes para ti

Nem desperdice

Apenas deixe que a chama inunde

E derrame por si

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