• Paulo Sérgio Rosseto

ENTRE COLUNAS

Venerável tempo

Eis-me absorto por entre colunas

Descalço

Nem vestido nem nu

Revestido de contemplação

Com a chama da alma na palma da mão

Longe dos deuses e nobres

Junto aos justos imperfeitos

Puxando as balsas pelas roldanas

Nem ao norte nem ao sul

Exatamente onde os astros me põem

Distante do gradil onde dormem

Todas as situações das eras vincendas


Eu subo os vossos degraus

Desço ao subterrâneo da lógica e dos defeitos

Passeio no entremeio das consciências

Onde se misturam destino e sorte

Quando a fome manifesta

O calor e a luz das sarças

E a morte a vida apresta


Sob a abóboda que o aço arca

E a foice corta se a carne é fraca

Junto os meus pés no arquétipo esquadro

E voo até as vossas alças

Aprendendo a ser forte puro e bom

Como devem ser lapidados

Os passageiros desta barca

Esses homens meus irmãos

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