• Paulo Sérgio Rosseto

certas vontades

Tenho certas vontades

Que ninguém acreditaria se as contasse

Tão inimagináveis que certamente surpreenderia


Mas o que seriam os anseios

Senão se evidentes o viço para a imaginação fértil

O alimento essencial da curiosidade alheia


No entanto tudo deixa de ser desejo

Quando calo as suas possibilidades

Ao primeiro pasmo que sobeja


Fervilha em mim qualquer coisa razoável

Dessas que instigam e incendeiam

Pelo simples fato de tornar-se exposta


Ante ao que sonho e vivencio

Há um abismo de considerações falhas

E é por elas que vivo buscando respostas

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