• Paulo Sérgio Rosseto

BREVE

Na sumária manhã

Boa parte das pálpebras se abre com o sol

Desperta mesmo quem mantem cerradas as janelas


São os compromissos do organismo

Em naturalmente recompor movimentos

Sair do mérito horizontal

Encarar de olhos abertos as luzes do mundo


Eu ainda no breu do ventre

Piso o chão à espera do dia

Não por temer que não venha ou clareie

E sim por reconhecer

Que adentre meu vagabundo sonho

Acostume complacente descompor-se em endemia

E me fazer dormir eternamente


Nesse dia leve

Nada de mim mais restará poemas

Unicamente a fantasia de que fora um sono breve

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