• Paulo Sérgio Rosseto

AMOR E AMIZADE

Todos os amores me foram dados:

O de mãe sem qualquer mensura;

Esse permanente que nos escolhemos amantes;

Filial, imerso na evidente cumplicidade;

Entre irmãos, pela conjuntura rara;

Do meu pai, insigne e justo de eternidade

Sempre intensos, límpidos, vorazes

Transparentes de mil formas


Possível seja, claro, que não tenha eu tanto amado a todos

O quanto amaram-me sem cobrar reciprocidade em nada;

Pouco desarmara o espirito quando necessitara

Enxergar no derredor a generosidade que se exige

De qualquer amante para que o amor se faça


De todos os amores que me foram dados

O que nos sustentara, vivifica e não passa

Dignifica-se a alicerçar-nos na fraterna amizade

Que a seu tempo jamais finda, se replica

E recomeça, por ser ela o elemento principal da alma

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