• Paulo Sérgio Rosseto

acoberto

Porque criastes nas artes a perfeição

E descansastes ao sétimo dia da criação

Achais que o mestre artista

Cujo acervo se ouse pleno e completo

Deve imprudentemente ceifado

E de uma plataforma outra acoberto

Contemplando a própria obra como fizestes

Dormir sob o sopro insigne da eternidade


Assim ainda na flor da idade

Levastes Vinicius, Cecília, Guimarães, Leminski

E tantos bons mestres

Que nos deixaram legados imprescindíveis

E importantes transcendentes a esta dimensão


Quanto a mim

Pseudo autor de torpes versos e pobre verve

Peço-vos perdão por ousada e displicentemente

Haver me propalado poeta

E que de mim vos esqueçais por esta vênia

Permitindo-me seguir adente nesta escola

Teimando de aprender por algum tempo mais

No precípuo ensaio de escrever poemas tão ruins

Que a minha morte por ora jamais vos valha a pena

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