Olá, seja muito bem-vindo!

     Aqui Você acompanha a publicação dos meus Poemas inéditos, além de outras

informações e atividades literárias dia-a-dia.

     Passeie à vontade pelo site e se puder, deixe seu comentário sobre os nossos textos, pois esse feedback é muitíssimo importante para nosso desenvolvimento e aprimoramento

literário. E se puder, compartilhe nossos Poemas nas redes sociais. 

     Muito Obrigado pelo carinho.

                                                    PSRosseto

  • Paulo Sérgio Rosseto

Tão fraca essa chuva desacompanhada de vento

Proveio certamente de alguma nuvem dispersa

Fugidia da madrugada de alguma noite sem graça

Estanque sobre o telhado acima da minha cabeça


Não que não mereça que meu derredor se molhe

Com essa calmaria própria dos bem-aventurados

Porem estou acostumado a solavancos constantes

Tanto que me estranha tamanha bonança repentina


Sou eu afeito de trovões e ventanias da montanha

Que sacolejam e soçobram insanos restolhos de asas

Absurdamente inconstantes entre abas e serpentinas


Por isso a minha casa é de pedra incólume e bruta

Plantada sobre sólidos e poderosos alicerces da lida

Mas despreparada à suave nudez de uma brisa

0 visualização0 comentário
  • Paulo Sérgio Rosseto

Era eu menino e moravam caudalosos rios à minha frente

Tão longos, intermitentes, profusos, infindos e soltos

Em cujas margens verdes de silêncio ouvíamos absortos

O passar das horas nos longos trens sobre os nossos brios


Era eu crescido em meio às desertas largas ruas de areias

Que de uma calçada à outra mal se ouviam os clamores do futuro

Incompreendíamos os porquês de tanta luz e a tatearmos no escuro

À procura dos sonhos que regessem as nossas jovens veias


Agora longe, atrás do tempo que escoara por aqueles trilhos

Ancorei meu barco num falso porto refestelado de saudades

Onde tudo é pedra, pressa, asfalto, agito, instância sem volta


Ainda existem rios porem não mais com as mesmas aguas

Permanecem as ruas mas estas ignoram toscas verdades

De que envelhecem os olhos mas as valsas ainda sonham-te

0 visualização0 comentário
  • Paulo Sérgio Rosseto

Convença-me com qualquer palavra

Peça com veemência

A ti disporei todos os sentidos

Ouvidos

Para que inteire da tua sentença


Somente não exija que compadeça

Não há complacência quando se força

A teimosia insensata em acreditar

Consentir

Nem que adiante se arrependa


Hoje talvez conceba certos arroubos

Diferentemente do que outrora entendia

Damo-nos ao direito de repensar

Antever

Essa surtada e disforme dicotomia


Somos todos imperfeição de conceitos

O que defendo porque creio

Não deveria colocar-me acima

Sobreposto

Ao oposto dos teus preceitos


Quando será que dissolveremos

Essa farsa açodada

Sufocante cegueira de cadafalsos

Dissimulados

Que nos põem tão pequenos descalços


Por isso tenho medo de dormir

Em dias semelhantes e tão iguais

Que afugentam nossas historias

Experiências

Ato supremo da razão do existir

0 visualização0 comentário
Poema do Dia:

© 2020 by ONDAX

  • Facebook PSRosseto
  • Instagram PSRosseto