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  • Paulo Sérgio Rosseto

Meus antigos reis

Não traziam o sangue azul da realeza

Eram sábios como os meus pais

E inocentemente tolos como eu

Que em todos eles piamente acreditava


Os meus heróis de outrora

Traduziam suas mais incríveis ocultas forças

Em ternuras de brinquedo e armadilhas de enganos

Lutavam compulsivos não como imortais

Porem como decentes humanos


Aqueles ídolos da infância

Deram-me as chances de acreditar no próximo

E não única e propriamente neles

Não eram perversos e nem cultuavam

As desigualdades mundanas


Foram meus professores confessores

Flanavam pelo meu imaginário

E deixavam-me ciente de que nem tudo

É singular página ilusória

E nem a realidade eternamente sórdida


Ainda hoje continuo pela mesma estrada

Nessa íntima viagem que me atravessa a vida

E em cada estação ainda os identifico

Povoando meus anos por essa lida

Repleta de castelos escudos feitos e anjos

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Porque criastes nas artes a perfeição

E descansastes ao sétimo dia da criação

Achais que o mestre artista

Cujo acervo se ouse pleno e completo

Deve imprudentemente ceifado

E de uma plataforma outra acoberto

Contemplando a própria obra como fizestes

Dormir sob o sopro insigne da eternidade


Assim ainda na flor da idade

Levastes Vinicius, Cecília, Guimarães, Leminski

E tantos bons mestres

Que nos deixaram legados imprescindíveis

E importantes transcendentes a esta dimensão


Quanto a mim

Pseudo autor de torpes versos e pobre verve

Peço-vos perdão por ousada e displicentemente

Haver me propalado poeta

E que de mim vos esqueçais por esta vênia

Permitindo-me seguir adente nesta escola

Teimando de aprender por algum tempo mais

No precípuo ensaio de escrever poemas tão ruins

Que a minha morte por ora jamais vos valha a pena

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Tenho certas vontades

Que ninguém acreditaria se as contasse

Tão inimagináveis que certamente surpreenderia


Mas o que seriam os anseios

Senão se evidentes o viço para a imaginação fértil

O alimento essencial da curiosidade alheia


No entanto tudo deixa de ser desejo

Quando calo as suas possibilidades

Ao primeiro pasmo que sobeja


Fervilha em mim qualquer coisa razoável

Dessas que instigam e incendeiam

Pelo simples fato de tornar-se exposta


Ante ao que sonho e vivencio

Há um abismo de considerações falhas

E é por elas que vivo buscando respostas

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Poema do Dia:

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