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                                                    PSRosseto

  • Paulo Sérgio Rosseto

De repente privastes-me os lábios

Ainda que estejas à minha frente


É diferente ouvir tua voz

Sem vê-los pronunciar as palavras

Entender a gargalhada

Sem poder contempla-los sorrir

Sentir que me querem e beijam

E não olha-los franzir maliciosamente  

Quando a língua os umedece

Sibilar por entre os dentes


Escondem-se do batom

Daquele tom que tão feliz te põe

Ficaram ocultas as maçãs da face

Que aspiravam meus olhos no relance

Pelo contorno da tua insinuante boca

Semicerrada quando me ouvias atenta

Balbuciante e de mim faminta


Perdestes o balanço da cara

Assoprando fios rebeldes do cabelo

Que compõe a tua morenice doce  


Que saudade de quando mentias

Insinuantes e disfarçados caprichos

Expressões e segredos sem máscaras

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Martela-me o severo malhete da consciência

Eu venerável de mim ouso-me em riste a palavra

E ouço de pé e a postos a sentença que mereço

Ainda que esta arremate minha própria cabeça


Dou-me aos meus atos constante vigilância

Sobre todo o agravo pela oratória transcrita

Sei de onde vim mas desconheço o destino

Por isso o presente é o que me representa


Caso descumpra as leis impõe-me a carapuça

Cega-me os olhos ora ceifa-me a garganta

Mas não permita que caia eu em desmazelo


Pior que renegar seria descrer por completo

Da magnitude indescritível de tua imagem

Por achar-me maior que a própria ordem

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Há algo em ti

Que além do espírito

Também é pura luz


Certamente não vês

Bem sabes que a tens

Mas a ignoras


Fica camuflada nos pelos

Esconde-se nas orelhas

Aflora na planta dos pés


Reluz em pleno dia

Brota do inconsciente

Inunda como um rio


Esse ato inconsistente

Que te despe e põe nua

Chama-se lembrança


Junto a tua alma

Faz-te traduzir-se

Enamorar e revela


Íntima à melancolia

Miseravelmente bela

Abalroada de poesia

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Poema do Dia:

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