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  • Paulo Sérgio Rosseto

Assisti da janela tantas almas

Desde a tenra juventude até poucos dias

Seguirem calcadas nos mesmos dormentes

Longitudinais estendidos mundo afora


Cada parada e partida ao longo das estações

Transpunham os embates das aragens

E tornavam-se inesperados passageiros

Repletos de encantadas aventuras


As torrentes de soslaios, no entanto

Descolaram as madeiras desses solos

Desunindo no entrelaço o aço dos trilhos


Desde esse dia todo amor desavisado

Que assusta, desviaja e nem desafia

Fechando as paralelas, descarrila

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Na sumária manhã

Boa parte das pálpebras se abre com o sol

Desperta mesmo quem mantem cerradas as janelas


São os compromissos do organismo

Em naturalmente recompor movimentos

Sair do mérito horizontal

Encarar de olhos abertos as luzes do mundo


Eu ainda no breu do ventre

Piso o chão à espera do dia

Não por temer que não venha ou clareie

E sim por reconhecer

Que adentre meu vagabundo sonho

Acostume complacente descompor-se em endemia

E me fazer dormir eternamente


Nesse dia leve

Nada de mim mais restará poemas

Unicamente a fantasia de que fora um sono breve

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Devemos às palavras todo o louvor da língua

A exegese da verve como indumento

Arauta semântica de doce papila


Analise portanto as tuas sentenças

Cada qual carrega a necessidade da crença

O objeto da justa balança

A audácia da reza

A peleja da avença


Palavra alguma se desgasta por má influência

Nem degenera por desuso ou excesso em usa-la

Ainda que represente ou signifique

Sinônimo de síntese em insistentes sentimentos

Instigue o que te fora dito mesmo silenciosamente


Amigo, ame tanto a língua quanto a pátria tua

Suficiente que jamais baste

Para que satisfaça e não enjoe

Renasça sem que desmanche

Revigore sem que vicie

E te fale sem que aquebrante os significados

De qualquer suspeita de pensamento em contrição


Ainda que falho todo texto atesta e santifica

Pelos ensaios, as causas, entre letras e tons

Calar-se é prudência, a palavra é dom

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Poema do Dia:

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