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  • Paulo Sérgio Rosseto

Eu busco nas horas da tarde

Porque se finda tão rápido o dia

E deixa em mim tanta melancolia

Enquanto ardo o olhar no lusco-fusco


Momentos quando a alma transcende

A linha já nem clara nem escura

Turva indecisa e atrevida mistura

De indecifráveis cores no horizonte


Seria esperança saudade ou ânsias

Ausências ou mera inconstância

Desse peito de amor ardente


Ou nada seria além do decadente

Estado do sol que esmorece cruel

Largando esse rasgo de lembranças?

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Certa feita adentrei um olhar

E lá dentro daqueles olhos dos quais nem lembro a cor

Havia um mar intenso aclarado e profundo

Tão grave como fosse um grito inconformado de escritor


Caminhei devagar pelas bordas retinas

Até redescobrir sob as pálpebras

O relicário das imagens resguardadas


Então desabotoei as cortinas que ofuscavam a mente

E como se abrissem torneiras e portas e janelas

Surgiram impagáveis linhas

Em quintais sem reservas e muro


Retornei espalhando gotas enroladas em luzes

Que espanavam do lado escuro de incríveis paisagens

Douradas e raras coleções de palavras lidas

Escritas sobre as paginas de um livro a minha frente

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Se eu pudesse voltava ser explorador

Faria novamente as minhas próprias trilhas

Por entre matas fechadas

Nominando rios dimensionando lagos

Recalculando estradas medindo caminhos

Viajando em sua companhia

E se você não fosse seguiria teimoso sozinho

Por longas viagens invernadas de moço

Em terras distantes e estranhas massas

Como quem aventura e inicia um romance


Mas já não saio daqui da rua e calçadas

E a cada dia vou diminuindo ainda mais

Todos os meus mínimos mesmos espaços

Procuro nos meios-fios os fáceis acessos

Não pulo mais degraus nem saltito tanto

Diminuindo sempre o quanto posso

A distância do entremeio de cada passo

Nem lembro mais certos endereços

E apetece-me permanecer em casa


Não que esteja envelhecendo não é isso

Apenas preservando o coração acomodado

Das emoções de alguns impróprios percalços

Longe dos riscos incertos de efervescentes paixões

O tempo matura a idade e até nos faz perder as forças

Jamais as ilusões por isso nos põem mais sábios

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Poema do Dia:

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