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                                                    PSRosseto

  • Paulo Sérgio Rosseto

Na areia da praia olhando essas ondas

Disciplinadas que vem e se perdem

Não se ocupam de outro afazer

Senão intermináveis sucederem-se

Independente das marés

Somente cumprem vontades dos ventos

Ou então de seus pequenos mares

Pergunto-me por onde andam os propósitos

Que tantas e tantas vezes rogado jurei


Passaram enfurnados pela mesma janela azul

Por dias enfileirando essas horas cruas

Repletos de tanta poesia explicando as agruras

Correntes vermelhas internas em mim.

Presos à pele por dentro dos vasos e veias

Entrevendo diferenças entre espirito e matéria.

Tão vulnerável, leviana e desconexa

É minha alma concreta fatiando mantas nas carnes

Penduradas sobrepostas sobre mantos de areia


Podre é o submundo do mundo que julga

O improprio preconceito de todo azedo

Recolhido para investigativas biopsias

Analisadas pelas lentes toscas da miopia

Que assolam a criação dos conceitos

Preconizados robotizantes me guiando

Para onde não fossem meus versos jamais saberia.

O fim que me espeta aos braços da determinação

É o que me sustenta inquieto sobre a terra

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Na hora da sede intensa

O líquido que se desmancha em porção necessária

Anda pelo interno do copo aparentemente lerdo e lento

Por demais devagar e manso abrasa estar cheio

Tanto que a língua cansa dessa espera e ainda mais amarga

Arde no sal da saliva rala parecendo lágrima

Impaciente na garganta molhando o esôfago do sedento

E suado corpo que chora e implora e deseja a benfazeja

Gota que ao longe calmamente orgulhosa sai pelo olho

No cristal do vidro transparente e olha e aguarda o momento

De ser imediatamente sorvida junto às tantas outras moléculas de agua


Também minha boca tem essa mesma precisão quando espera meu beijo

E qualquer virgula que se interponha entre essa vontade e o desejo

Torna-se mais insensata que o tempo do mais sutil e absurdo pensamento

Como se o ardor do carinho e o amor não fossem os mesmos enigmáticos

E não ocupassem céleres um único espaço dentro de um jarro com gelo

Esperando ser um gole de agua de um copo escolhido a esmo

Idêntica reciprocidade de alguém também por ti sedento

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Estive quase sempre

Presente quando pude

Isto significa ao certo

Um considerável percentual

De ausências

Pois mesmo presente estando

Em até não podendo estar

Foi como estivesse

Estado semi-ausente

Porem uma vez estado onde nem fui

Fora plenamente


Estou agora revendo possibilidades

Em ir ou não novamente

Caso permita irem

Essas ambíguas partes pertinentes

A que possivelmente não vai

Junto à que pretende

Continuarei onde estou

Às vezes ido inteiro

Outras reticente

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Poema do Dia:

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