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                                                    PSRosseto

  • Paulo Sérgio Rosseto

Um fim de tarde acontece todo dia

Mas nunca se dá sozinho e sem alarde.

Mesmo após o sol ter ido de país em país

Deixa ainda costurado no tecido do céu

Por bons momentos o seu prurido.

Há sempre uma ultima nuvem ardendo

Brandamente vermelha e até entediada

De pele queimada e tecido redesenhando-se

Com qualquer brisa que lhe retoque mansa.

Alguma nuvem que tenha sumido na estrada

Que precisara descarregar sua chuva

Regado e carpido o feijão que será colhido.

Alguma nuvem igual a mim

Que passara toda a tarde a espera

De alguém transeunte de qualquer tempo.


Conheci uma estrela invisível que viajava pela terra

E todo o seu mundo era tarde porque seguia

Imprescindível recolhendo os últimos clarinhos

Iluminando os trilhos opacos do sertão dos vagalumes

E os intermináveis vagalhões dos desertos e mares.

Mas andava desviando para além das cidades

Onde as luzes sobrepunham-se ao lusco-fusco

No poluído e desumano horizonte abcesso da natureza.


Mas eu acostumara olhar para o outro lado do entardecer.

Sempre passava a minha infância de vigia

No laborioso oficio de acender a lua quando ela vinha.

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Estamos todos à procura da hora certa

Inventando estranhos costumes para usa-la

E nunca a achamos, mesmo estando despertos

Em constante sentinela


Dizem que há esse momento exato

De ventura ou de absoluto azar

De aguardar o fruto ser maduro

De ignorar ouvir o fluxo que condiz

E valorizar balelas presas no verso da antessala


Vivemos cercados de consensos e querelas

Desconhecendo os segredos da boa ou má sorte

Que nos apanham constantemente desprevenidos


Para onde nos levarão então

As facetas incineradas desses sonos mal dormidos?

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  • Paulo Sérgio Rosseto

As boas palavras aclaram ideias

Exaltam sorrideiros pensamentos

Branqueiam o alvejado esmalte

Enquanto mordem a carne dos lábios

Emolduram os dentes


Refinam o hálito prazerosamente

Mastigam, deglutem, engolem, ruminam

Cospem ou vomitam toda verborreia excedente


As boas palavras escovam amigdalas e vísceras

Lapidam a língua, burilam vocábulos, babam sílabas

Separam, pontuam, pausam ou encerram contendas

Afetas a qualquer diálogo contundente


Descongelam a mente e plantam saborosas pronúncias

Docemente salivam e irrigam e enlevam a verve da gente


As boas palavras harmonizam o silêncio e o discurso

De quem fala, de quem ouve, descreve e as soletra

As semeia e as escreve peregrinas, fortes e singelas

A quem se atreve a dize-las ou busca-las certas

Sapientíssimas e perpétuas ainda que ditas erroneamente

Sem que se proclame, perceba ou se ouça

De si mesmas sequer uma só letra

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Poema do Dia:

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