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                                                    PSRosseto

  • Paulo Sérgio Rosseto

A irmã gêmea de minha imagem

Caminha em forma de sombra em mim grudada

E a cada gesto meu transfigura-se tão rara

Que ninguém percebe de tão comum

E se apercebe nem repara


Por vezes retém dedos e traços

Esconde braços, confunde o dorso

Camufla o esqueleto

Deturpa os reféns detalhes da face

Em face ao que de mim se amolda e sobra


Mas ela, a minha sombra, não é meu lado ruim

E sim o retrato oposto à luz que me alumia

Que nem ofusca, enaltece ou contradiz


Por não ser translúcido o frasco

Não significa o desenho que o povoa

Esquivar-se sem forma e beleza

Deixar de ser intenso ou grato

Nem fantasma, opaco, nem ser nada

Diminui ou aumenta o que se preza


A minha sombra vai por mim

A cantos etéreos onde a alma iria sozinha

Mas não se assombra, apenas desalinha

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Convença-me com qualquer palavra

Peça com veemência

A ti disporei todos os sentidos

Ouvidos

Para que inteire da tua sentença


Somente não exija que compadeça

Não há complacência quando se força

A teimosia insensata em acreditar

Consentir

Nem que adiante se arrependa


Hoje talvez conceba certos arroubos

Diferentemente do que outrora entendia

Damo-nos ao direito de repensar

Antever

Essa surtada e disforme dicotomia


Somos todos imperfeição de conceitos

O que defendo porque creio

Não deveria colocar-me acima

Sobreposto

Ao oposto dos teus preceitos


Quando será que dissolveremos

Essa farsa açodada

Sufocante cegueira de cadafalsos

Dissimulados

Que nos põem tão pequenos descalços


Por isso tenho medo de dormir

Em dias semelhantes e tão iguais

Que afugentam nossas historias

Experiências

Ato supremo da razão do existir

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Eu tanto disse te amo

porem a tão poucas

que a minha boca passou a omitir

a pronúncia dessa oração


Acostumou-se a ficar calada

para não ser repetitiva

afinal com qual propósito tanto dizer

uma obvia expressão a um único par de ouvidos

já sabedouros do que viria escutar


Chegou um tempo em que sequer os lábios balbuciavam

e outro tempo cujos pensamentos e coração

disso nem mais se ocupavam


Até que os meus tímpanos lá no íntimo do martelo

souberam auscultar na meada da imprudência

de ti o que a minha língua silenciara


Hoje

todo o meu ser te fala

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Poema do Dia:

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