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                                                    PSRosseto

  • Paulo Sérgio Rosseto

Tenho certas vontades

Que ninguém acreditaria se as contasse

Tão inimagináveis que certamente surpreenderia


Mas o que seriam os anseios

Senão se evidentes o viço para a imaginação fértil

O alimento essencial da curiosidade alheia


No entanto tudo deixa de ser desejo

Quando calo as suas possibilidades

Ao primeiro pasmo que sobeja


Fervilha em mim qualquer coisa razoável

Dessas que instigam e incendeiam

Pelo simples fato de tornar-se exposta


Ante ao que sonho e vivencio

Há um abismo de considerações falhas

E é por elas que vivo buscando respostas

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Tão fraca essa chuva desacompanhada de vento

Proveio certamente de alguma nuvem dispersa

Fugidia da madrugada de alguma noite sem graça

Estanque sobre o telhado acima da minha cabeça


Não que não mereça que meu derredor se molhe

Com essa calmaria própria dos bem-aventurados

Porem estou acostumado a solavancos constantes

Tanto que me estranha tamanha bonança repentina


Sou eu afeito de trovões e ventanias da montanha

Que sacolejam e soçobram insanos restolhos de asas

Absurdamente inconstantes entre abas e serpentinas


Por isso a minha casa é de pedra incólume e bruta

Plantada sobre sólidos e poderosos alicerces da lida

Mas despreparada à suave nudez de uma brisa

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Era eu menino e moravam caudalosos rios à minha frente

Tão longos, intermitentes, profusos, infindos e soltos

Em cujas margens verdes de silêncio ouvíamos absortos

O passar das horas nos longos trens sobre os nossos brios


Era eu crescido em meio às desertas largas ruas de areias

Que de uma calçada à outra mal se ouviam os clamores do futuro

Incompreendíamos os porquês de tanta luz e a tatearmos no escuro

À procura dos sonhos que regessem as nossas jovens veias


Agora longe, atrás do tempo que escoara por aqueles trilhos

Ancorei meu barco num falso porto refestelado de saudades

Onde tudo é pedra, pressa, asfalto, agito, instância sem volta


Ainda existem rios porem não mais com as mesmas aguas

Permanecem as ruas mas estas ignoram toscas verdades

De que envelhecem os olhos mas as valsas ainda sonham-te

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Poema do Dia:

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