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  • Paulo Sérgio Rosseto

Tanto vaguei pela beira do cais

Que em minha veia corre agua salgada

A carne tornara-se restinga e areia

E os músculos raízes no lodaçal do mangue

O coração petrificara com a mente

Os poros vertem limbo e maresia

E os olhos já nem se importam mais

Se ainda é noite ou outro dia

Da garganta surge o urro das ondas

E a língua lambe as pedras de apoite

Entretanto não me faltam silêncio e ar

Sim, o puro oxigênio que dança minha espuma

Adaptou-me a ser teu rumo e horizonte

O mar por onde teu barco navega e se apruma

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  • Paulo Sérgio Rosseto

É outono e o trópico ignóbil

Vira-se fútil e sem tempo

Reprimido em quarentena

Os dilemas da ultima estação


Talvez nem haja primavera

Caso o inverno venha perverso

E acirre o espirro do medo

Intensifique a eloquência da tosse

E em brasa a febre da sorte

Encerre o brilho dos olhos


Somente o amor perambulará pelas ruas

Em vigília aos pasmos amantes

Dentro de casa

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  • Paulo Sérgio Rosseto

Senhor, nesse momento de incertezas vãs

Piedade primeiro aos teus servos desolados

Abandonados pelos teus propalados pastores


Estes, trancafiaram-se em suas mansões e palácios

Isolados nas catedrais, reclusos pelos mosteiros

Retidos nos templos, escondidos nas igrejas vazias

Como se longe das ruas fossem intocáveis e salvos


Afugentados do mundo enclausuraram em seus espaços

Contidos em suas túnicas, batinas, sobrepelizes

Enforcados por seus cíngulos longe das ovelhas

Envoltos das estolas e dalmáticas

Vestidos das casulas e ternos assustados

Encarapuçados de suas mitras e ricos solidéus

Mas despidos da franca humildade do ser amado


Estes homens que tanto bradavam ‘vendo-te os céus’

Clamam desgovernados por seus próprios cajados

Astutos implorando o perdão dos pecados

Mas sem coragem de ir vê-lo face a face

Tanto oram e ainda quedam-se duvidados

Blasfemando a perda da moeda da fé


E a mim, Senhor, nu pecador confesso

Que de tanto nega-lo até nem sei e nem entendê-lo posso

A mim nada peço exceto que descanse

Longe das sombras do assombro desses falsos bons moços

Para que possa com teu povo lutar por um mundo novo

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Poema do Dia: